Vasos de honra

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Vasos de honra

2TM 2:20 Ora, numa grande casa, não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de madeira e de barro; e uns, na verdade, para uso honroso, outros, porém, para uso desonroso.

É interessante como a Bíblia nos compara com vasos.

Os vasos são fabricados para guardarem algo dentro de si, pode ser água, bebida, areia, plantas, azeite, enfim, há muitas utilidades.

No passado usáva-se muitos vasos para guardar incenso, perfumes e óleos em geral, inclusive era um produto até caro de certa forma, pois era totalmente artesanal, e quanto mais detalhes, ou maior, mais caro seria, quanto maior sua capacidade interna, mais caro ele era, quanto mais vistoso, mais caro seria.

Na época de Jesus, você conhecia a classe social da pessoa olhando para seus vasos.

Mas o vaso mais precioso que a palavra de Deus faz menção é o vaso de barro, chamado ser-humano.

Deus chamou o profeta Jeremias para que ele fosse até a casa do oleiro, que estava sentado com a sua obra nas mãos, ele estava moldando um vaso…

JR 18:2 Levanta-te, e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras.

JR 18:3 Desci, pois, à casa do oleiro, e eis que ele estava ocupado com a sua obra sobre as rodas.

Deus faz com que o profeta veja o oleiro trabalhar com o barro, formando então um vaso…

Mas enquanto ele moldava o vaso, o mesmo se quebrou em suas mãos:

JR 18:4 Como o vaso, que ele fazia de barro, se estragou na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme pareceu bem aos seus olhos fazer.

É uma palavra muito bonita e interessante, porém existe algumas fases para que esse vaso comece a ser moldado exatamente para que o mesmo não venha a se quebrar.

Deus neste momento quis mostrar para o profeta, o poder que o oleiro tem sobre o vaso, não explicando detalhes da produção daquele vaso.

Como tudo na vida, há fases que precisamos passar, vivenciar , experimentar, antes que o oleiro comece a moldar o vaso, existem algumas fases que precedem o momento de moldagem:

A primeira fase, é a fase da escolha:
Segundo alguns artesãos, existem cerca de duzentos tipos de barros conhecidos, entretanto, apenas oito tipos segundo os especialistas, são aptos para se produzir vasos.

Deus sabe o tipo de barro que ele escolhe, não é qualquer barro que serve… A Bíblia diz que Deus nos escolheu primeiro…

A fase da escolha é aquela onde Deus vai até o lamaçal e nos tira de lá, afinal, o barro vem da lama não é? Você lembra de que lama você veio? Deus investiu em você te tirando de lá pra você dar frutos. A fase da escolha é o momento em que Deus entra na nossa casa e diz: “vem comigo porque você é diferente, preciso de você”

A segunda fase, é a fase do curtimento:
Observe que em Jeremias 18.4 o vaso na mão do oleiro se quebrou, isso acontece quando não há curtimento.

Quanto maior curtimento, maior liga e quanto maior o vaso, maior o tempo de curtimento.

Quanto maior a obra de Deus na sua vida, maior será o tempo em que você deverá se apartar de algumas coisas, pessoas e situações…

Mais tempo você deverá passar meditando e avaliando sua vida diante de Deus.

O curtimento do barro, é aquela fase que Deus fala com todos, mas parece que com você é diferente, parece que não consegue ouvi-lo ou pelo menos, não o ouve nitidamente.
Todos os grandes homens de Deus na Bíblia, viveram um deserto em suas vidas, estavam sendo preparados, Deus estava investindo tempo neles…

Parece que você está sozinho? Parece que as coisas não estão acontecendo? É a fase do curtimento, você precisa passar por essa fase.

A terceira fase é a fase do pisamento:
Quando o barro é tirado do curtimento, talvez depois de muito tempo, ele é colocado em um local próprio para ser pisado, amassado.

Esse processo é necessário para que pequenas bolhas de ar que se formam no barro, possam estourar e assim ter uma massa homogênea.

Momentos da nossa vida que somos pisados, humilhados, desprezados e feridos, são para que as bolhas do orgulho, da soberba, da altivez, da vaidade e de todo tipo de pecado, sejam estouradas e aniquiladas da nossa vida.

Para que toda autoconfiança caia por terra e venhamos confiar naquele que está nos moldando, o oleiro Jesus Cristo.

Já pensou um vaso lindo como você, sendo moldado pelo oleiro e quando ele termina a obra, Ele olha pra você e tem uma baita bolha assim em você que se passar um mosquito explode?

Pois é, não pode, o vaso tem que ser lindo perfeito, se a bolha explode, fica um buraco no lugar, então, é melhor não ter bolha alguma.

A quarta fase é a fase dos acréscimos:
Para que se fabrique um vaso resistente, além dos três processos anteriores, é necessário também acrescentar palha fina, pedra triturada e restos de cerâmica à toda massa, pois sem essa mistura, o vaso se tornará fraco, não terá muita utilidade e qualquer coisa pode quebrá- lo.

Deus não quer vasos fracos em sua obra, Deus quer que seus servos e servas sejam fortes e resistentes.

Por isso, Ele investe em nós, e para sermos fortes, há necessidade de ser acrescentado em nós, santidade, humildade, compromisso, submissão, obediência, conhecimento e sabedoria e também os dons do Espírito Santo, pois se Ele está investindo, Ele quer algo em troca. São esses acréscimos que nos tornam fortes e úteis.

A quinta fase é a fase do molde:

JR 18:4 Como o vaso, que ele fazia de barro, se estragou na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme pareceu bem aos seus olhos fazer.

Essa é a fase que Deus nos molda, o oleiro tem poder sobre o barro e molda conforme a sua vontade.

O barro não pode reclamar com o oleiro a forma que ele está dando, o criador tem poder sobre a criatura.

Uma vez que o barro foi entregue ao oleiro, ele decide a forma, onde e como ele vai usar aquele vaso.

RM 9:20 Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?

RM 9:21 Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para uso honroso e outro para uso desonroso?

JR 18:6 Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o Senhor. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.

Tudo está debaixo da sua vontade e direção. Deus sabe exatamente onde cada vaso deve e vai estar.

Quando nos rendemos à vontade de Deus, como barro em suas mãos, Ele verdadeiramente pode mudar a nossa vida e a nossa história.

O molde, é Deus quem faz. E quando estivermos prontos, já moldados, Ele nos enche com a unção do Espírito Santo, para guardar o que há de mais precioso.

2CO 4:7 Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não da nossa parte.

A unção que está ou virá sobre você, é para a glória de Deus e não sua, Ele é quem nos usa, da sua forma, do seu jeito…

Ele investiu, agora Ele espera algo em troca, o investimento que Deus fez, foi bom pra Ele, está dando resultado?

Você quer ser um vaso de honra ou desonra? Depende de você, deixe Deus te moldar, e Ele lhe fará um vaso de honra.

Bispo Dorianderson Torres.

Prova, preço ou tratamento?

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Mensagem ministrada no domingo dia 17/08/2014 pelo bispo Dorianderson Torres.

PROVA:

A provação chega em nossas vidas para que a vitória seja alcançada, para que a promessa seja cumprida, para que nós como seres humanos sejamos aprovados nas nossas atitudes, na nossa fé e na nossa determinação e perseverança.

Muitas coisas que por muito tempo parecem estar inerte, ou seja parece que nada acontece, derrepente tudo muda e na maioria das vezes muda para pior aos nossos olhos, e isso, é necessário para sairmos da posição de conforto e pararmos de empurrar as coisas com a barriga, como diz o ditado popular, isso é necessário para pararmos de viver na mesma situação de sempre, pois Deus tem nos chamado a viver em novidade de vida e não nos tem dado espírito de covardia, mas de paz, de esperança, de fé e determinação.

É nesse momento que muitas vezes começa a nossa prova e que muitos de nós não conseguimos entender e reclamamos o tempo todo por estarmos nela.

Muitas pessoas vivem murmurando dizendo estar na prova sem mesmo entender o significado de provação.
A Bíblia diz assim:

TG 1:2 Meus irmãos, tende por motivo de grande alegria ao passardes por várias provações,

TG 1:3 sabendo que a aprovação da vossa fé produz a perseverança;

TG 1:4 e a perseverança tenha a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma.

Estar em uma prova ou momento de provação é algo sublime e inexplicável, é a manifestação da glória de Deus, é um momento que deveríamos estar em constante oração e adoração, pois se Deus está nos colocando em prova, é porque Ele quer nos tirar da situação em que estamos e quer nos colocar em outra situação muito melhor, em um patamar muito mais alto, Deus quer nos abençoar, quer realizar em nós o seu plano, o seu objetivo em nossas vidas, é momento do amor de Deus ser derramado sobre nós, é um momento em que Ele quer nos mostrar o seu cuidado, o seu carinho, é um momento em que Ele quer mostrar para nós o tamanho e a capacidade da nossa fé.

Uma vez que passamos pela provação com alegria, agradamos a Deus, pois estamos lhe mostrando que temos fé, que acreditamos que O Senhor é aquele que cuida das nossas vidas, e temos a plena consciência de que em breve, se tivermos paciência e formos perseverantes, Ele, Deus, nos aprovará e nos dará muito mais do que imaginamos ou esperamos, ou seja, seremos aprovados pelo Senhor, o nome dele será glorificado e nós seremos exaltados através da sua onipotência.

Muitos acham que estão na prova mas na verdade não estão.

Estão é pagando um preço por algo que preferiram adquirir com as próprias mãos,  preferiram adquirir sem a autorização de Deus.

PREÇO:
É o valor daquilo que adquirimos.
Será que estamos dispostos a pagar o preço?
Você quer pagar o preço para ter o que deseja?

A Bíblia diz em Romanos 6.23 que o salário, a remuneração, o valor, o preço do pecado,  da desobediência é a morte.

Ou seja, preço é o valor pago por algo adquirido, ou que será adquirido posteriormente.

Muitas vezes nós pagamos caro para adquirir algo que não deveríamos ter,  e se não devemos ter e ainda assim assumimos que vamos pagar o preço,  então entramos em desobediência, ou seja,  em pecado.

Pagar o preço é totalmente oposto à bênção, que quer dizer, graça, presente imerecido.

A bênção é DADA e não COMPRADA. Aquilo que compramos pagamos o preço, o que ganhamos, apenas usufruímos.
Muitas pessoas estão  pagando caro para ter algo que se esperassem em Deus,  receberiam de GRAÇA  E INFINITAMENTE MELHOR.

Mesmo que você usufrua daquilo que comprou, você terá que pagar por isso ou antes da compra ou depois dela, e às vezes o valor a ser pago é muito caro para se ter o que queremos, e muitas vezes, não vale a pena pagar tão caro,  o custo X benefício é  desproporcional, uma vez que Deus provê tudo para todos que andam segundo a sua vontade.

TRATAMENTO / CUIDADO:
Quando o corpo fica doente, precisa de um tratamento, o tratamento vem após uma escolha errada, uma desobediência, ou a um ataque do inimigo por falta de vigilância,  o tratamento vem quando de alguma forma o corpo está debilitado,  tanto o corpo físico como o espiritual.

Todo tratamento tem um custo, um preço e geralmente, o tratamento gera dor, pois existe uma ferida ou uma doença que precisa ser extirpada e que geralmente causa dano onde estava e precisa de cuidados especiais, de tratamento.

A ferida como já disse,  pode ser causada por uma desobediência, por pisar em lugares não permitidos ou colocar as mãos e tomar posse de coisas que não eram para nós, a ferida pode ser causada também por um ataque do adversário por falta de vigilância da nossa parte.

Ou você paga particularmente, ou o seu convênio paga e além de pagarmos com o dinheiro, ainda pagamos com o sofrimento durante o tratamento.

PROVA = BÊNÇÃO DE DEUS, PROMESSA CUMPRIDA, SONHOS REALIZADOS

PREÇO = GERA TRATAMENTO

TRATAMENTO = GERA PREÇO

Por isso deixo claro, não murmure por estar na prova,  pois prova é  bênção  Deus,  reveja a sua situação,  veja se o que você está vivendo não é o pagamento de um preço por algo adquirido sem a permissão de Deus,  ou ainda,  veja se você  não está sendo tratado por Deus, veja se você não está passando por um momento de tratamento para que as suas feridas sejam saradas.  Analise a sua vida,  e saiba: se a prova chegou,  a aprovação  vem em seguida  e junto com ela,  vem a honra e a exaltação  para que você viva um novo tempo em sua vida e o nome do Senhor seja glorificado.

Deus te abençoe grandemente em nome do Senhor Jesus Cristo.

Bispo Dorianderson Torres.

Os números de 2012 – A Estatística do meu blog

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Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

600 pessoas chegaram ao topo do Monte Everest em 2012. Este blog tem cerca de 3.400 visualizações em 2012. Se cada pessoa que chegou ao topo do Monte Everest visitasse este blog, levaria 6 anos para ter este tanto de visitação.

Clique aqui para ver o relatório completo

Crescimento da igreja

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O que é necessário para a igreja crescer e ser edificada?

Efésios 4:15-16
“15 Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. 16 Dele todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função”
Introdução:

O que é necessário para a igreja crescer e ser edificada?

1. É necessário direção: “cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (v.15):
É a partir de Cristo, a cabeça, que o corpo cresce e desenvolve suas capacidades. Cristo é o centro, que dá a direção e a motivação para estarmos juntos. O que faz sentido a essa comunidade não deve ser suas atividades, mas Cristo. Se Ele não nos motiva, nada nos motivará e qualquer outra motivação que não seja Cristo é passageira, circunstancial. Os membros só podem ser saudáveis e fortes quando cada um é obediente á direção que ele nos dá. Reconhecemos e declaramos nessa comunidade que Cristo é a nossa direção. Ele é o nosso caminho, a nossa verdade e a vida da igreja.

2. É necessário o envolvimento de todos: “Dele todo o corpo” (v.16):
Por amor a Cristo e seu corpo, todos agora se envolvem. Cristo é a nossa motivação para o envolvimento. Nosso envolvimento não é fruto de alguém ficar te pedindo “faça isso, faça aquilo”. Todos se envolvem porque amam o Senhor. Jesus perguntou a Pedro: “você me ama?” “Se você me ama, cuida das minhas ovelhas”, disse Ele. Ou seja, demonstre esse amor no envolvimento com as ovelhas. O envolvimento não é de uma ou outra pessoa, é de todo o corpo. Todos são importantes.

3. É necessário organização: “ajustado” (v.16):
Para que a igreja cresça e se desenvolva é necessário que todos trabalhem de forma coordenada. Não se trata de estarmos envolvidos em projetos de interesse pessoal. Temos senso de direção por causa de Cristo; por causa dele, todos se envolvem, e para isso é necessário organização e administração. O corpo é um organismo que necessita de organização. A palavra de ordem aqui é “ajustado”. O desajuste é fruto da ausência de organização. Ajuste ou organização não significa perda de criatividade e espontaneidade. Ajustar significa ter a estrutura correta para que a criatividade e espontaneidade tenham um ambiente adequado para florescer.

4. É necessário trabalhar em equipe: “unido pelo auxílio de todas as juntas” (v.16):
A palavra “junta” significa: toque, contato, pegar, ponto de contato. Isso complementa o que foi dito no ponto anterior: Não podemos trabalhar de forma descoordenada, bagunçada, sem organização. Antes o nosso trabalho deve ser coordenado. É trabalho em equipe onde todos são importantes, um entrando em contato com o outro, um apegado ao outro, onde todos são pontos de contato. Cada pessoa funciona como uma junta da equipe coordenada. Vejam: estamos (o corpo) ligado ao cabeça e a cada um de nós é a liga, o ponto de contato para fluir o alimento para o corpo. Uma igreja sem senso de equipe jamais será uma igreja unida, forte, que cresce, antes, teremos cada um querendo fazer o que bem entende. Ao contrário disso, somos dependentes de todos e todos dependentes de Cristo, a cabeça.

5. É necessário que todos saibam sua missão no corpo: “cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função” (v.16):
O todo é constituido das partes. Cada parte deve cooperar visando o suprimento do corpo. Cada parte realiza sua função, seja ela qual for. Por isso cada um de nós deve possuir um profundo senso de missão, ou seja, quem sou eu e o que devo fazer. Deus respeita a identidade de cada um dentro do corpo, mas é necessário que cada um de nós saiba claramente qual é o seu ministério para poder cooperar. Enquanto apenas uns se procupam em trabalhar e outros estão apenas observando, nunca conseguiremos desenvolver a missão para a qual Deus tem nos chamado. Note como você é importante aqui, pois o corpo “cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função.

Será que você, eu ou melhor, nós, temos sido verdadeiramente um corpo?

Não viva do passado, MAS TAMBÉM NÃO SE ESQUEÇA DELE!

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Muitos “crentes” nos dias de hoje tem usado o ditado “QUEM VIVE DE PASSADO É MUSEU” para não viverem novamente experiências que viveram outrora, POIS QUEREM FUGIR DAS ADVERSIDADES OU DOS PROBLEMAS QUE ELES PRÓPRIOS CRIAM. Realmente precisamos fazer por onde viver a cada dia de maneira melhor, tentando crescer mais e mais em todas as áreas de nossas vidas. Mas infelizmente o que tem acontecido é que  certos “crentes” tem deixado o passado TOTALMENTE, inclusive APAGANDO-O de suas mentes e ESQUECENDO de onde saíram, ESQUECENDO de onde vieram, ESQUECENDO quem foram, ESQUECENDO quem os ajudou e o PIOR DE TUDO, TEM PISADO EM CIMA DE QUEM SEMPRE ESTEVE AO LADO AJUDANDO.

Mas graças a Deus que vivemos em um mundo que gira, e quando ontem estávamos EM BAIXO, hoje estamos EM CIMA, amanhã talvez PODEREMOS ESTAR EM BAIXO NOVAMENTE, INCLUSIVE, A FÉ NÃO NOS IMPEDE DE PASSARMOS POR DIFICULDADES, ADVERSIDADES OU PROVAÇÕES. A bíblia diz que aquele que está em pé deve vigiar para que não caia, infelizmente muitos tem deixado de vigiar nessa área. As pessoas tem chegado na presença de Deus quebradas, maltratadas, machucadas e mansas como cordeiros (INCLUSIVE A DOR, NOS DEIXA PACIENTES MESMO E DEUS NÃO PODERIA TER FERRAMENTA MELHOR QUE A DOR PARA TRATAR CONOSCO). Quando as pessoas estão com dor (doentes), elas TE tratam com todo amor do mundo, depois que você ajuda, cuida das feridas e muita das vezes aconselha e até REPREENDE quando necessário, as pessoas começam a esquecer o que PASSARAM e o que DISSERAM e começam a “CRESCER”, mas crescer a SOBERBA, o ORGULHO, a ALTIVEZ e DIMINUIR o AMOR, o CARINHO e a COMPREENSÃO.

Mas o ser humano é assim mesmo NÃO VALE NADA, se não fosse o amor do SENHOR JESUS CRISTO por cada um de nós, estaríamos perdidos. Mas como sempre digo, não estou nessa terra para agradar ninguém e muito menos receber algo em troca. JESUS CRISTO veio com a maior e melhor intenção nessa terra, o que fizeram com ele? O que lhe deram em troca? UMA COROA DE ESPINHOS E UMA CRUCIFICAÇÃO! Graças a Deus que foi Ele, JESUS CRISTO QUE VEIO MORRER POR NÓS, pois nos garantiu a VIDA ETERNA, enquanto isso o povo fica disputando PLACAS DE “IGREJA” e “PASTORES”, povo MEDÍOCRE ESSE, que ontem era um VERME, matava, prostituía, roubava, hoje É PIOR DO QUE UM VERME, pois conhecem o mandamento do SENHOR e brincam com aquilo que DEUS ORDENOU e com aquilo que é de DEUS.

Como diz: “DÊ PODER A UM HOMEM E VERÁS QUEM ELE É”. Existe um BANDO vagando pela terra ACHANDO que é PASTOR, sendo que nem MEMBRO do CORPO de CRISTO SÃO, pois induzem ao restante do CORPO a se PERDEREM e se DEGLADIAREM, só mesmo um MASOQUISTA para querer que PARTE DO SEU CORPO seja maltratado e ferido e digo isso, não julgando mas observando o que essa RAÇA tem feito, a bíblia diz que se conhece a árvore pelos frutos que a mesma dá.

MEU DEUS COMO TU ÉS FIEL, pois o SENHOR PERMITE isso ACONTECER exatamente para FICARMOS LONGE DESSA RAÇA DE VÍBORAS, só assim para SABERMOS QUEM SERVE E QUEM NÃO SERVE A TI.

Alguns “PASTORES” nos dias de hoje tem colocado em suas PRÓPRIAS MENTES que servir à DEUS é ser CONFERENCISTA ou ficar VOANDO DE UM LADO PARA O OUTRO ganhando DINHEIRO NAS CUSTAS DOS OUTROS, tanto é que alguns  “PASTORES” que conheço (e o pior é até convivi com alguns) NÃO QUEREM NEM SABER MAIS DE APASCENTAR O POVO, sabe porque? Porque cuidar de OVELHAS DÁ TRABALHO e NÃO DÁ DINHEIRO. Esses “OBREIROS” se esqueceram do PASSADO, esqueceram DAS PROMESSAS DE DEUS, esqueceram PARA O QUE FORAM CHAMADOS, preferem trocar a DOR do APASCENTAMENTO pelo CONFORTO DA ITINERÂNCIA. Gravando DVD´s, gravando CD´s, Criando e COPIANDO MATERIAIS DOS OUTROS, para vender e tirar dinheiro de quem não tem nem PARA OFERTAR NA IGREJA EM QUE SÃO MEMBROS.

Meu Deus, como parece bênção isso, porém NÃO PASSA DE UMA GRANDE ILUSÃO, de uma ARTIMANHA do ADVERSÁRIO para espantar os homens que DEUS levantou para fazer a sua vontade. E alguns ainda fazem uso de um SIMPLES ÓLEO QUE CAIU SOBRE SUA CABEÇA PARA SE AUTO-INTITULAREM “PASTORES”, Que vergonha que me dá dessa RAÇA. DAVI RECEBEU A UNÇÃO COM ÓLEO, mas o seu REINADO TEVE QUE SER CONFIRMADO, E FOI CONFIRMADO ANOS DEPOIS. Nos dias de hoje o CAMARADA recebe a UNÇÃO E JÁ ACHA QUE É ALGUMA COISA, Não SABE SEQUER LER OU ESCREVER E MUITO MENOS FALAR E SE EXPRESSAR e são TOTALMENTE INDOUTOS, NÃO TEM EXPERIÊNCIA mas querem OSTENTAR A POSIÇÃO DE “PASTOR” como se “SER PASTOR” FOSSE ALGUMA COISA –  QUE DEUS TENHA MISERICÓRDIA DE CADA UM DELES e que cada um de nós não nos ESQUEÇAMOS QUEM FOMOS E DE ONDE VIEMOS e QUEM NOS CHAMOU. Deus abençoe a sua vida.

Natal – Um estudo mais completo para mostrar que não é e nunca foi uma festa cristã

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Origem do termo

Do latim ‘natális’, derivada do verbo ‘nascor, nascéris, natus sum, nasci’, significando nascer, ser posto no mundo. Como adjetivo, significa também o local onde ocorreu o nascimento de alguém ou de alguma coisa. Como festa religiosa, o Natal, comemorado no dia 25 de dezembro desde o Século IV pela Igreja ocidental e desde o século V pela Igreja oriental, celebra o nascimento de Jesus e assim é o seu significado nas línguas românicas – italiano ‘natale’, francês ‘noël’, catalão ‘nadal’, espanhol ‘natal'( navidad de J.C), português ‘natal’.

Em inglês, a palavra que designa o Natal – ‘Christmas’ – provém das palavras latinas ‘Cristes maesse’, significando em inglês ‘Christ’s Mass”, missa de Cristo. Muitos historiadores localizam a primeira celebração em Roma, no ano 336 D.C.

De ‘natális’ deriva também ‘natureza’, o somatório das forças ativas em todo o universo. [[Imagem:merry.jpg

Aspectos históricos

De acordo com o almanaque romano, a festa já era celebrada em Roma no ano 336 d.C.. Na parte Oriental do Império Romano, comemorava-se em 7 de janeiro o seu nascimento, ocasião do seu batismo, em virtude da não-aceitação do Calendário Gregoriano. No século IV, as igrejas ocidentais passaram a adotar o dia 25 de dezembro para o Natal e o dia 6 de janeiro para Epifania (que significa “manifestação”). Nesse dia comemora-se a visita dos Magos.

Segundo estudos, a data de 25 de dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do solstício de Inverno.

Portanto, segundo certos eruditos, o dia 25 de dezembro foi adotado para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao “nascimento do deus sol invencível”, que comemorava o solstício do Inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a22 de dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude.

Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes um novo significado, e uma linguagem cristã. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como “o sol de justiça” (Malaquias 4:2) e a “luz do mundo” (João 8:12) revelam a fé da Igreja n’Aquele que é Deus feito homem para nossa salvação.

As evidências confirmam que, num esforço de converter pagãos, os líderes religiosos adotaram a festa que era celebrada pelos romanos, o “nascimento do deus sol invencível” (Natalis Invistis Solis), e tentaram fazê-la parecer “cristã”. Para certas correntes místicas como o Gnosticismo, a data é perfeitamente adequada para simbolizar o Natal, por considerarem que o sol é a morada do Cristo Cósmico. Segundo esse princípio, em tese, o Natal do hemisfério sul deveria ser celebrado em junho.

Há muito tempo se sabe que o Natal tem raízes pagãs. Por causa de sua origem não-bíblica, no século 17 essa festividade foi proibida na Inglaterra e em algumas colônias americanas. Quem ficasse em casa e não fosse trabalhar no dia de Natal era multado. Mas os velhos costumes logo voltaram, e alguns novos foram acrescentados. O Natal voltou a ser um grande feriado religioso, e ainda é em muitos países.

O ponto de vista da Bíblia

A Bíblia diz que os pastores estavam nos campos cuidando das ovelhas na noite em que Jesusnasceu. O mês judaico de Kislev, correspondente aproximadamente à segunda metade de novembro e primeira metade de dezembro no calendário gregoriano era um mês frio e chuvoso. O mês seguinte é Tevet, em que ocorrem as temperaturas mais baixas do ano, com nevadas ocasionais nos planaltos. Isto é confirmado pelos profetas Esdras e Jeremias, que afirmavam não ser possível ficar de pé do lado de fora devido ao frio.

Entretanto, o evangelista Lucas afirmava que havia pastores vivendo ao ar livre e mantendo vigias sobre os rebanhos à noite perto do local onde Jesus nasceu. Como estes fatos seriam impossíveis para um período em que seria impossível ficar de pé ao lado de fora em função do frio, logo Jesus não poderia ter nascido no dia em que o Natal é celebrado, e sim na primavera ou no verão. Por isso, a maioria dos estudiosos consideram que Jesus não nasceu dia 25 de dezembro, a menos que a passagem que narra o nascimento de Jesus tenha sido escrita em linguagem alegórica. Diga-se de passagem que visto que Jesus viveu trinta e três anos e meio e morreu entre 22 de março e 25 de abril, ele não poderia realmente ter nascido em 25 de dezembro.

Símbolos e tradições do Natal

Árvore de Natal

Entre as várias versões sobre a procedência da árvore de Natal, a maioria delas indicando a Alemanha como país de origem, a mais aceita atribui a novidade ao padre Martinho Lutero (14831546), autor da Reforma Protestante do século XVI. Olhando para o céu através de uns pinheiros que cercavam a trilha, viu-o intensamente estrelado parecendo-lhe um colar de diamantes encimando a copa das árvores. Tomado pela beleza daquilo, decidiu arrancar um galho para levar para casa. Lá chegando, entusiasmado, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o com pequenas velas acesas afincadas nas pontas dos ramos. Arrumou em seguida papéis coloridos para enfeitá-lo mais um tanto. Era o que ele vira lá fora. Afastando-se, todos ficaram pasmos ao verem aquela árvore iluminada a quem parecia terem dado vida. Nascia assim a árvore de Natal. Queria, assim, mostrar as crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo.

Na Roma Antiga, os Romanos penduravam máscaras de Baco em pinheiros para comemorar uma festa chamada de “Saturnália“, que coincidia com o nosso Natal.

Presépio

Presépio tradicional português – com musgo, vegetação e peças de cerâmica avulsas

As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fiéis, além das representações teatrais semi-litúrgicas que aconteciam durante a Missa de Natal serviram de inspiração para que se criasse o presépio. A tradição católica diz que o presépio (do lat. praesepio) surgiu em 1223, quando São Francisco de Assis quis celebrar o Natal de um modo o mais realista possível e, com a permissão do Papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José, juntamente com um boi e um jumento vivos e vários outros animais. Nesse cenário, foi celebrada a Missa de Natal.

O sucesso dessa representação do Presépio foi tanta que rapidamente se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres européias e de lá foi descendo até as classes mais pobres. Na Espanha, a tradição chegou pela mão do Rei Carlos III, que a importou de Nápoles no século XVIII. Sua popularidade nos lares espanhóis e latino-americanos se estendeu ao longo do século XIX, e na França, não o fez até inícios do século XX. Em todas as religiões cristãs, é consensual que o Presépio é o único símbolo do Natal de Jesus verdadeiramente inspirado nos Evangelhos.

Decorações natalícias

Decoração de Natalem Shopping Centerem Porto Alegre, Brasil

Uma outra tradição do Natal é a decoração de casas, edifícios, elementos estáticos, como postes, pontes e árvores, estabelecimentos comerciais, prédios públicos e cidades com elementos que representam o Natal, como, por exemplo, as luzes de natal e guirlandas. Em alguns lugares, existe até uma competição para ver qual casa, ou estabelecimento, teve a decoração mais bonita, com direito a receber um prémio.

Amigo secreto ou oculto

No Brasil, é muito comum a prática entre amigos, funcionários de uma empresa, amigos e colegas de escola e na família, da brincadeira do amigo oculto (secreto). Essa brincadeira consiste de cada pessoa selecionar um nome de uma outra pessoa que esteja participando desta (obviamente a pessoa não pode sortear ela mesma) e presenteá-la no dia, ou na véspera. É comum que sejam dadas dicas sobre o amigo oculto, como características físicas ou qualidades, até que todos descubram quem é o amigo oculto. Alguns dizem características totalmente opostas para deixar a brincadeira ainda mais divertida. Imagem:Aagnello imoveis.bmp

Anúncio do anjo e nascimento de Jesus

O nascimento de Jesus se deu por volta de dois anos antes da morte do Rei Herodes, denominado “o Grande”, ou seja, considerando que este morreu em 4 AEC, então Jesus só pode ter nascido em 6 AEC. Segundo a Bíblia, antes de morrer, Herodes mandou matar os meninos de Belém até aos 2 anos, de acordo com o tempo que apareceu a “estrela” aos magos. (Mateus 2:1, 16-19 – Era seu desejo se livrar de um possível novo “rei dos judeus”).

Ainda, segundo a Bíblia, antes do nascimento de Jesus, Octávio César Augusto decretou que todos os habitantes do Império fossem se recensear, cada um à sua cidade natal. Isso obrigou José a viajar de Nazaré (na Galileia) até Belém (na Judeia), a fim de registar-se com Maria, sua esposa. Deste modo, fica claro que não seria um recenseamento para fins tributários.

“Este primeiro recenseamento” fora ordenado quando o cônsul Públio Sulplício Quiríno “era governador [em gr. hegemoneuo] da Síria [província imperial].” (Lucas 2,1-3 – O termo grego hegemoneuo vertido por “governador”, significa apenas “estar liderando” ou “a cargo de”. Pode referir-se a um “governador territorial”, “governador de província” ou “governador militar”. As evidências apontam que nessa ocasião, Quiríno fosse um comandante militar em operações na província da Síria, sob as ordens directas do Imperador.)

Sabe-se que os governadores da Província da Síria durante a parte final do governo do Rei Herodes foram: Sentio Saturnino (de 9 AEC a 6 AEC), e o seu sucessor, foi Quintilio Varo. Quirínio só foi Governador da Província da Síria, em 6 EC. O único recenseamento relacionado a Quirínio, documentado fora dos Evangelhos, é o referido pelo historiador judeu Flávio Josefo como tendo ocorrido no início do seu governo (Antiguidades Judaicas, Vol. 18, Cap. 26). Obviamente, este recenseamento não era o “primeiro recenseamento”.

A viagem de Nazaré a Belém – distância de uns 150 km- deveria ter sido muito cansativa para Maria que estava em adiantado estado de gravidez. Enquanto estavam em Belém, Maria teve o seu filho primogénito. Envolveu-o em faixas de panos e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar disponível para eles no alojamento [isto é, não havia divisões disponíveis na casa que os hospedava; em gr. tô kataluma, em lat. in deversorio]. Maria necessitava de um local tranquilo e isolado para o parto (Lucas 2:4-8). Lucas diz que no dia do nascimento de Jesus, os pastores estavam no campo guardando seus rebanhos “durante as vigílias da noite”. Os rebanhos saíam para os campos em Março e recolhiam nos princípios de Novembro.

A vaca e o jumento junto da manjedoura conforme representado nos presépios, resulta de uma simbologia inspirada em Isaías 1:3 que diz: “O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não têm conhecimento, o meu povo não entende”. Não há nenhuma informação fidedigna que prove que havia animais junto do recém-nascido Jesus. A menção de “um boi e de um jumento na gruta” deve-se também a alguns Evangelhos Apócrifos.

A estrela de Belém

Após o nascimento de Jesus em Belém, ainda governava a Judeia o Rei Herodes, chegaram “do Oriente à Jerusalém uns magos guiados por uma estrela ou um objecto controverso que, segundo a descrição do Evangelho segundo Mateus, anunciou o nascimento de Jesus e levou os Três Reis Magos ao local onde este se encontrava. A natureza real da Estrela de Belém e alvo de discussão entre os biblistas.

Visita dos magos

Os “magos”, em gr. magoi, que vinham do Leste de Jerusalém, não eram reis. Julga-se que terá sido Tertuliano de Cartago, que no início do 3.º Século terá escrito que os Magos do Oriente eram reis. O motivo parece advir de algumas referências do Antigo Testamento, como é o caso do Salmo 68:29: “Por amor do Teu Templo em Jerusalém, os reis te trarão presentes.”

Em vez disso, os “magos” eram sacerdotes astrólogos, talvez seguidores do Zoroastrismo. Eram considerados “Sábios”, e por isso, conselheiros de reis. Podiam ter vindo de Babilónia, mas não podemos descartar a Pérsia (Irão). São Justino, no 2.º Século, considera que os Magos vieram da Arábia. Quantos eram e os seus nomes, não foram revelados nos Evangelhos canónicos. Os nomes de Gaspar, Melchior e Baltazar constam dos Evangelhos Apócrifos. Deduz-se terem sido 3 magos, em vista dos 3 tipos de presentes. Tampouco se menciona em que animais os Magos vieram montados.

Outro factor muito importante tem haver com a existência de uma grande comunidade de raiz judaica na antiga Babilónia, o que sem dúvida teria permitido o conhecimento das profecias messiânicas dos judeus, e a sua posterior associação de simbolismos aos fenómenos celestes que ocorriam.

Saudação “Feliz Natal” em várias línguas

O personagem Papai Noel (português brasileiro) ou Pai Natal (português europeu) foi inspirado em São Nicolau Taumaturgo, arcebispo de Mira, no século IV. Nicolau costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras. Colocava o saco com moedas de ouro a ser ofertado na chaminé das casas. Foi declarado santo depois que muitos milagres lhe foram atribuídos. Sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha e daí correu o mundo inteiro.[1]

Índice

[esconder]

Divulgação

Uma das pessoas que ajudaram a dar força à lenda do Papai Noel foi Clemente Clark Moore, um professor de literatura grega de Nova Iorque, que lançou o poema Uma visita de São Nicolau, em 1822, escrito para seus seis filhos. Nesse poema, Moore divulgava a versão de que ele viajava num trenó puxado por renas. Ele também ajudou a popularizar outras características do bom velhinho, como o fato dele entrar pela chaminé.

O caso da chaminé, inclusive, é um dos mais curiosos na lenda de Papai Noel. Alguns estudiosos defendem que isso se deve ao fato de que várias pessoas tinham o costume de limpar as chaminés no Ano Novo para permitir que a boa sorte entrasse na casa durante o resto do ano.

No poema, várias tradições foram buscadas de diversas fontes e a verdadeira explicação da chaminé veio da Finlândia. Os antigos lapões viviam em pequenas tendas, semelhantes a iglus, que eram cobertas com pele de rena. A entrada para essa “casa” era um buraco no telhado.

A última e mais importante característica incluída na figura do Pai Natal é sua blusa vermelha e branca. Antigamente, ele usava cores que tendiam mais para o marrom e costumava usar uma coroa de azevinhos na cabeça, mas não havia um padrão.

Seu atual visual foi obra do cartunista Thomas Nast[2], na revista Harper’s Weeklys, em 1886, na edição especial de Natal. Em alguns lugares na Europa, contudo, algumas vezes ele também é representado com os paramentos eclesiásticos de bispo, tendo, em vez do gorro vermelho, uma mitra episcopal.

O mito da Coca-Cola

É amplamente divulgado pela internet e por outros meios que a Coca-Cola seria a responsável pelo atual visual do Papai Noel (roupas vermelhas com detalhes em branco e cinto preto), mas é historicamente comprovado que o responsável por sua roupagem vermelha foi o Cartunista americano Thomas Nast, em 1866 na revista Harper’s Weeklys.

Papai Noel até então era representado com roupas de inverno, porém na cor verde. O que ocorre é que em 1931 a Coca-Cola teria realizado uma grande campanha publicitária vestindo Papai Noel ao mesmo modo de Nast, com as cores vermelha e branca o que foi bastante conveniente já que estas são as cores de seu rótulo. Tal campanha fez um enorme sucesso e a nova imagem de Papai Noel espalhou-se rapidamente pelo mundo. Portanto a Coca-Cola foi responsável por ajudar a difundir o mito tal qual ele é, mas, de forma alguma por criar a figura tão conhecida de Papai-Noel.

O Papai Noel ou Pai Natal da Lapônia

Nos países do norte da Europa, diz a tradição que o Papai Noel não vive propriamente no Pólo Norte, mas sim na Lapônia, mais propriamente na cidade de Rovaniemi, onde de fato existe o “escritório do Papai Noel” bem como o parque conhecido como “Santa Park”, que se tornou uma atração turística do local. Criou-se inclusive um endereço oficial como a residência do Papai Noel, a saber:

Santa Claus -
FIN-96930 Arctic Circle -
Rovaniemi - Finlândia
http://www.santaclausoffice.fi

Em função disso, a região de Penedo, distrito de Itatiaia, no Rio de Janeiro, que é uma colônia finlandesa, se auto-declarou como a “residência de verão” do Pai Natal.

As renas do Papai Noel ou do Pai Natal

As renas do Papai Noel ou de o Pai Natal são as únicas renas do mundo que sabem voar, ajudando o Papai Noel ou o Pai Natal entregar os presentes para as crianças do mundo todo na noite de Natal. Quando o Papai Noel ou o Pai Natal pede para serem rápidas, elas podem ser as mais rápidas renas do mundo. Mas quando ele quer, elas tornam-se lentas. O mito das renas foi inventado na Europa, no século XIX.

A quantidade de renas que puxam o trenó é controversa, tudo por causa da rena conhecida como Rudolph. Existe uma lenda que diz que Rudolph teria entrado para equipe de renas titulares por ter um nariz vermelho e brilhante, que ajuda a guiar as outras renas durante as tempestades. E, a partir daquele ano, a quantidade de renas passou a ser nove, diferente dos trenós tradicionais, puxados por oito renas. Tal lenda foi criada em 1939 e retratada no filme Rudolph, a Rena do Nariz Vermelho (1960 e 1998).

O nome das renas, em inglês são: Rudolph, Dasher, Dancer, Prancer, Vixen, Comet, Cupid, Donner e Blitzen. E em português são: Rodolfo, Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão e Relâmpago.

Nome do Papai Noel em vários países

Imagem de Papai Noel utilizado como decoração de Natal em cima de um relógio na cidade PoáSPBrasil.

A “bota” do Papai Noel em Brasília.

Árvore de Natal:

Segundo a estória mais aceitável, a árvore de natal teria surgido na Alemanha na Idade Média. Um certo dia, o célebre Martinho Lutero, o criador das 95 teses, estaria andando por uma floresta de pinheiros. Ao reparar no céu loteado de estrelas ficou fascinado com sua beleza e com a lembrança de que Deus disse a Abrão que sua descendência seria tanta quanto as estrelas existentes no céu. A descendência é simbolizada por frutos de uma árvore. Deus plantou uma árvore, no jardim doÉdem, chamada “árvore da Vida“, que representa Jesus e seus frutos, os gerados de Cristo. O fato de apresentá-la no final de dezembro e início de janeiro é para lembrar o “Ano Domini” qual Jesus foi o marco zero.

Presépio

Presépio no Santuário de Fátima

O presépio é uma referência cristã que remete para o nascimento de Jesus na gruta de Belém, na companhia de José e Maria. Conta a Bíblia que, depois de muito tempo à procura de um lugar para albergar o casal, que se encontrava em viagem por motivo de recenseamento de toda a Galileia, José e Maria tiveram que pernoitar numa gruta ou cabana nas imediações de Belém. De acordo com a mesma fonte, Jesus nasceu numa manjedoura destinada a animais (no presépio, uma vaca e um burro) e foi reconhecido, no momento do nascimento, por pastores da região, avisados por um anjo, e, dias mais tarde, por magos (ou reis) vindos do oriente, guiados por uma estrela, que teriam oferecido ouro, incenso e mirra ao recém-nascido.

Segundo a história, estes acontecimentos ocorreram no tempo do rei Herodes, que teria mandado matar todas as crianças por medo de perder o seu trono para o futuro rei dos judeus.

Um costume de Natal

Tornou-se costume em várias culturas montar um presépio quando é chegada a época de Natal. Variam em tamanho, alguns em miniatura, outros em tamanho real. O primeiro presépio do mundo teria sido montado em argila por São Francisco de Assis em 1223. Nesse ano, em vez de festejar a noite de Natal na Igreja, como era seu hábito, o Santo fê-lo na floresta de Greccio, para onde mandou transportar uma manjedoura, um boi e um burro, para melhor explicar o Natal às pessoas comuns, camponeses que não conseguiam entender a história do nascimento de Jesus. O costume espalhou-se por entre as principais Catedrais, Igrejas e Mosteiros da Europa durante a Idade Média, começando a ser montado também nas casas de Reis e Nobres já durante o Renascimento. Em 1567, a Duquesa de Amalfi mandou montar um presépio que tinha 116 figuras para representar o nascimento de Jesus, a adoração dos Reis Magos e dos pastores e o cantar dos anjos. Foi já no Século XVIII que o costume de montar o presépio nas casas comuns se disseminou pela Europa e depois pelo mundo.

O presépio em Portugal

Presépio Tradicional Português: com musgo, vegetação e peças de cerâmica avulsas

Em Portugal, o presépio tem tradições muito antigas e enraizadas nos costumes populares. Este é montado no início do Advento sem a figura do Menino Jesus que só é colocada na noite de Natal, depois da Missa do Galo. Tradicionalmente, é perto do presépio que são colocados os presentes que são distribuídos depois de se colocar a imagem do Menino Jesus. O presépio é desmontado a seguir ao Dia de Reis. Na maioria das cidades o presépio é montado pelas autarquias e em algumas tenta-se ter o maior presépio, como é o caso de Vila Nova de Famalicão. No entanto foi Alenquer que ganhou o epíteto de Vila Presépio depois de, em 1968, ter iniciado a tradição de montar um gigantesco presépio elaborado pelo pintor Álvaro Duarte de Almeida numa das colinas da cidade.

O Presépio Tradicional Português é – ao contrário do que encontramos nos outros países – formado por figuras tão diversas que não correspondem exactamente à época que deveriam representar. À excepção das figuras da Sagrada Família (São José, Virgem Maria e Menino Jesus), dos pastores e dos Três Reis Magos, todas as restantes figuras que surgem no Presépio Tradicional Português foram adicionadas com vista a dar uma representação “mais portuguesa” à história da Natividade. Assim, podemos encontrar figuras como: um moleiro e o seu moinho, uma lavadeira, alguns bailarinos de um rancho folclórico, uma mulher com um cântaro na cabeça, entre muitos outros personagens divertidos e tipicamente portugueses. A origem destas peças é da Região Norte de Portugal e, ainda hoje, são todas produzidas com origem artesanal.

Por sua vez, no Alentejo, o Presépio mais característico é o de Estremoz.

As cenas da Natividade de setecentos modeladas ao modo de Estremoz, resultam do trabalho das barristas de adaptação ao gosto e tradição local, dos grandes Presépios realizados em barro por artistas como Joaquim Machado de Castro.

No inicio do séc. XX estavam praticamente em desuso e a produção era rara. Sebastião Pessanha encomenda ainda um Presépio na década de 10, com 60 peças. Disse-lhe Gertrudes Rosa Marques (uma das últimas bonecreiras que ainda trabalhava em Estremoz) que já não saia um da sua oficina há muitos anos, facto que atesta o desuso da representação da Natividade nos antigos moldes.

Entretanto, durante o Regime do Estado Novo, aos bonecos de Estremoz é dado um novo alento, conhecendo os Presépios locais uma fantástica inovação, que substituiu mesmo a antiga tradição. Nos anos 30, o Director da Escola de Artes e Oficios local, o gaiense José Maria Sá Lemos, com a preciosa assistência do Mestre Oleiro Mariano da Conceição, junta os famosos Tronos de cascata de Santo António, com as principais figurinhas que compõem um Presépio. A cena passa então a ser composta por 9 peças, mais o Trono (ou Altar como alguns lhe chamam), onde estão os três Reis Magos no degrau maior, estando ao meio a Sagrada Família com o Menino dentro da Mangedoura, e no terceiro e último degrau estão três Pastores ofertantes. Hoje é este o Presépio que se considera tradicional em Estremoz.

O NATAL – Longe de ser uma festa cristã

Padrão

Observado por quase todos os cristãos, o dia de Natal – que, no Ocidente, é

comemorado em 25 de Dezembro e, no Oriente, como na Igreja Ortodoxa Russa, em 6

de Janeiro – traz em si uma mistura de cultos pagãos e o desejo, não muito puro,

que tiveram as autoridades da igreja romana de substituir festas pagãs, pelo

nascimento de Jesus, nosso Senhor.

A primeira destas celebrações que tentaram “cristianizar” era a festa mitraica

(a religião persa rivalizava com o cristianismo naqueles dias) do natalis invict

Solis (nascimento do vitorioso Sol). Havia também várias outras festividades

pagãs decorrentes do solstício de inverno – quando o Sol começa a se reaproximar

da Terra do hemisfério norte, fazendo com que os dias comecem a ficar mais

longos -, como as saturnalia em Roma – festa pagã com muitos excessos. Nesta

festividade, permitia-se aos escravos terem os mesmos direitos que os seus

senhores. E havia, ainda, os cultos solares entre os celtas e os germânicos.

A festa do Natal teve sua origem na Igreja Católica Romana, e desta, se estendeu

ao protestantismo e ao resto do mundo. A idéia de arranjar um dia para comemorar

o nascimento de Cristo não existia na época dos apóstolos. Por quase 250 anos, a

Igreja não se deu a trabalho de comemorar o nascimento do Senhor. Eles estavam

preocupados em ensinar a razão da vinda dEle, e não o seu dia natalício, o que,

se comemorando, certamente se tornaria um objeto de idolatria, tal como se vê

hoje.

Existia uma pluralidade de datas sugeridas pelos eclesiásticos para a

comemoração do Natal: 2 de Janeiro; 25 de Março; 18 de Abril; 19 de Abril; 20 de

Maio; e 25 de Dezembro. Esta última surgiu, como o dia de Natal pela primeira

vez, no calendário de Philocalus, no ano 354 da nossa era. No ano 245, Orígenes,

considerado um dos pais da Igreja, repudiou a idéia de determinar um dia para a

festividade do Natal, afirmando que queriam comparar o Senhor Jesus a um faraó.

Ezequiel 8: 14-18 – E levou-me à entrada da porta da casa do Senhor, que está da

banda do norte, e eis que estavam ali mulheres assentadas chorando por Tamuz.

E disse-me: Viste, o filho do homem? Verás ainda abominações maiores do que

estas.

E levou-me para o átrio interior da casa do Senhor, e eis que estavam à entrada

do templo do Senhor, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens,

de costas para o templo do Senhor, e com os rostos para o Oriente; eles adoravam

o sol virados para o Oriente.

Então me disse: Viste, filho do homem? Há cousa mais leviana para a casa de

Judá, do que essas abominações, que fazem aqui? Havendo enchido a terra de

violência, tornam a irritar-me; e, ei-los a chegar o ramo ao seu nariz.

Pelo que também eu procederei com furor; o meu olho não poupará, nem terei

piedade; ainda que me gritem aos ouvidos com grande voz, eu não os ouvirei.

Atualmente, o natal é celebrado das mais variadas maneiras. A mais perversa é o

sentido comercial que ele tomou; em que os comerciantes enfeitam suas lojas, as

prefeituras fazem o mesmo com as cidades, as famílias se reúnem, não para

comemorar o nascimento do Salvador, mas para festejar o natal com bebidas,

carnalidade e tantas coisas mais.

Para a comemoração do natal, não é de hoje que várias idéias foram criadas, a

fim de tornar a celebração mais emocionante, idéias estas que dariam mais vida à

festa de natal. Coube a São Francisco de Assis a introdução do presépio no

século XIII. No Brasil, é a celebração que mais profundamente está enraizado no

sentimento nacional, sugerindo riquíssimo material poético e folclórico, com

base na religiosidade.

Quanto à figura lendária de Papai Noel, ela deriva-se de São Nicolau (século

IV), bispo da Ásia Menor, santo venerado pelos gregos e latinos em dezembro,

que, ao contrário da figura bonachona e barbuda do conhecido Bom Velhinho, era

austero, porem com reputação de homem que fazia o bem e era generoso. Conta-se

uma lenda segundo a qual presenteava ocultamente a três filhas de um homem

pobre…deu origem ao costume de dar presente em secreto na véspera de dia de

São Nicolau (6 de Dezembro), data que depois foi transferida pra o dia de natal.

Daí a associação de natal a São Nicolau.

A Origem da Árvore de Natal

A árvore de Natal é de origem germânica. No tempo de São Bonifácio, foi adotada

para substituir os sacrifícios ao Carvalho sagrado de Odin, adorando-se uma

árvore em homenagem ao Deus-menino.

No Carvalho sagrado de Odin, eram colocados presentes, para que as crianças

pegassem, fato parecido com o que acontece hoje nas festas de Cosme e Damião, em

que as pessoas oferecem doces e presentes à criançada.

Odin era um deus da mitologia germânica, chamado também de Wotan. Era

considerado o demônio da tempestade, depois o demônio do mundo. Tinha dois

irmãos, Vili e Vé. Segundo a lenda, Odin e seus irmãos mataram o gigante Ymir e

de sua carne formaram a terra; de seu sangue, formaram o mar; dos ossos, criaram

as montanhas; dos cabelos, fizeram as árvores; e do seu crânio, a abóbada

celeste. Fizeram, ainda, de dois troncos de árvore, o primeiro par humano, Ak e

Embla. Esta é uma explicação grosseira que o inferno usa para substituir os atos

da criação que o nosso Deus realizou, tal como descritos em Gênesis 1.

A principal função “divina” de Odin era a de deus da guerra; trazia na mão a

lança Gungnir, cujo golpe nenhuma força poderia conter, e montava o cavalo

Sleipnir, que tinha oito patas, e no qual cavalgou até Yggdrasill – a árvore

onde se sacrificou, para si mesmo, pendurado e perfurado por uma lança nesta

“Árvore do Mundo” (ou “Grande Árvore”).

Ele tinha, ainda, o Dom de tomar múltiplas formas. Quando surgia como humano,

adquiria as feições de uma homem barbudo, caolho, usando um chapéu de abas

largas e se envolvia numa vasta capa. Como os “santos” romanos não conseguiam

acabar com esta adoração fetichista, trocaram a adoração à “Árvore do Mundo”

pela árvore de Natal.

A árvore de Natal recapitula a idéia de adoração à árvore. Castanhas, bolas,

simbolizam o sol. Todas as atividades do Solstício de inverno tem sido

absorvidas do dia de natal.

Jeremias 10:3-4 – “… pois os costumes dos povos são vaidade; corta-se do

bosque um madeiro e se lavra com machado pelas mãos do artífice. Com prata e com

ouro enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que se mova…”.

Em vários textos da Palavra de Deus encontramos a árvore verde associada à

idolatria e a adoração falsa (I Reis 14:23; Deuteronômio 12:2; II Reis 17:10;

Isaías 57: 5 e 44:14-17; Oséias 4: 13; Deuteronômio 16:21). No último texto há

uma proibição: “Não plantarás nenhuma árvore como asera”.- asherah, talvez

árvores sagrada, símbolo de idolatria. Os povos da antigüidade possuíam o mau

hábito, de utilizar a madeira bem como árvores para fins de idolatria.

Guirlanda

A coroa verde adornada com fitas e bolas coloridas, que enfeita aporta de tantos

lares é de origem pagã. Nem sempre as guirlandas são utilizadas como enfeites de

cabeça, mas servem por vezes como oferendas com o signo do círculo

(durabilidade) em celebrações e funerais por exemplo. Desse modo, na antigüidade

o símbolo do anel era associado àquele da vitalidade do mundo vegetal. Eram

coroados com guirlandas, os vencedores das competições esportistas, mas também

as vítimas sacrificiais “… As coroas de loura eram símbolo de Apolo, as de

salsinha eram usadas durante as festas realizadas na Neméia em honra a Zeus (por

vezes se usavam guirlandas de oliva); as coroas de espigas eram consagradas a

Deméter (em latim Ceres = Semírames; a virgem Ceres era representada com uma

espiga de trigo na mão, que correspondia à deusa e seu filho; no Egito Ísis, e

Osíris; na Índia, Isva e Isvra, na Ásia, Cibele e Dionísio; em Roma, Fortuna e

Júpter; na Grécia, Irene e Plutos em seus braços). As feitas de pinho a

Posêidon, enquanto as feitas de funcho eram dedicadas ao deus Frígio da

agricultura, Sabázio. Coroas feitas de carvalho adornavam aqueles que salvavam

alguém da morte…”.

As guirlandas na realidade não tem nenhuma conotação com o nascimento de Jesus

Cristo, a não ser no momento mais difícil de dor e tristeza, ele foi presenteado

pelos soldados romanos com uma Guirlanda de Espinhos.

Velas – são uma velha tradição pagã, pois se acendia ao acaso para reanimar o

deus sol.

Troca de Presentes – é característico tanto do natal quanto da Saturnália, e os

cristãos seguramente absorveram dos pagãos como demonstra com clareza o conselho

de Tertuliano.

A troca de presentes é a herança do festival romano de inverno, a Saturnália,

remanescentes do paganismo. Tertuliano menciona que a prática de trocar

presentes era parte da Saturnália. Não existe nada de errado em trocar

presentes, o erro está em misturar isso com o nascimento de Jesus. Na realidade

o costume de trocar presentes com parentes e amigos na época do “natal” nada tem

a ver com o cristianismo! Este costume não celebra o nascimento de Jesus nem o

honra, pois Ele mesmo quase não é lembrado, não sobra tempo para isso, tantas

são as atividades natalinas, compras, gatos, lautos banquete, para o “grande

dia”, que sobram poucas horas para Aquele que na verdade esperamos homenagear.

Não existe uma passagem no Novo Testamento falando que no nascimento de Jesus

houve troca de presentes entre os Reis Magos, mas eles é que presentearam a

Jesus. Na realidade o mês de dezembro é o mês que menos se investe na obra de

Deus, pois todos estão tão “ocupados” e nos dois meses que seguem, Janeiro e

Fevereiro tentam se recuperar dos gastos muitas vezes abusivos. Se a intenção é

presentear o Mestre, o certo seria investir em Sua obra aqui na Terra.

Pare agora e pense: Qual é na realidade a sua maior preocupação no “Natal”?

Em Mateus 1: 1 e 11, com respeito aos presentes que foram levados a Jesus:

“Quando Jesus nasceu em Belém da Judéia, nos dias do rei Herodes, vieram os

magos do oriente a Jerusalém dizendo: Onde está o rei dos judeus que é

nascido?…” “e ao entrar na casa, viram o menino com sua mãe Maria e

prostrando-se o adoraram; e abrindo os seus tesouros lhe ofereceram presentes:

ouro, incenso e mirra”.

Vemos que os magos perguntaram pelo menino Jesus nascido Reis dos judeus. Porém,

por que lhe levaram presentes? Por ser dia do seu nascimento? De maneira

nenhuma! Os magos chegaram vários dias ou semanas depois do seu nascimento. “No

Oriente não se costuma entrar na presença de reis ou pessoas importantes com as

mãos vazias. Esse costume ocorre com freqüência no Novo Testamento e ainda

persiste no Oriente e em alguma ilha do Pacífico Sul”. Os magos não estavam

instituindo um novo costume cristão de trocar presentes para honrar o nascimento

de Jesus Cristo. Procederam de acordo com um antigo costume oriental, que

consisti em levar presentes, ao apresentar-se perante um rei. Eles foram

pessoalmente à presença do REI dos judeus. Portanto, levaram oferendas da mesma

maneira que a rainha da Sabá levou ao rei Salomão, assim como hoje levam aqueles

que visitam um chefe de estado.

O costume de dar presentes de natal nada tem a ver com este acontecimento, é

apenas a continuação de um antigo costume pagão. Vejamos o que diz a Palavra de

Deus em Deuteronômio 12: 30-31: “guarda-te para que não te enlaces para as

seguires, depois que elas forem destruídas diante de ti; e que não perguntes

acerca dos seus deuses, dizendo: De que modo serviram estas nações os seus

deuses? Pois do mesmo modo também farei Eu. Não fará assim para com o Senhor teu

Deus; porque tudo que é abominável ao Senhor, e que Ele detesta, fizeram elas

para com os seus deuses; pois até seus filhos e suas filhas queimam no fogo aos

seus deuses”.

O profeta Jeremias também nos adverte com respeito aos costumes tradicionais da

sociedade que nos rodeia, 10: 2-3 diz: “Assim diz o Senhor: Não aprendais o

caminho das nações, nem vos espanteis som os sinais do céu; porque deles se

espantam as nações, pois os costumes dos povos são vaidade; corta-se do bosque

um madeiro e se lavra com machado pelas mãos do artífice…”.

Deus nos diz claramente na Sua Palavra, que não aceitará este tipo de culto

ainda que seja com a intenção de honrá-Lo. Diz-nos que isso é abominável, e,

portanto não honra senão aos falsos deuses pagãos.

“Sai dela povo Meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que

não incorras nas suas pragas”. (Apocalipse 18:4)

Temos participado de festas e costumes babilônicos muitas vezes sem percebermos,

praticamos os seus cultos sem sabermos na verdade a origem do ritual que

participamos. Mas existe um consolo maravilhoso: “… Deus não leva em conta o

tempo da ignorância…” (Atos 17:30).

Bibliografia:

“Desmascarando o Inimigo” de Vanda Nicolau